Contou os anos? Quanto tempo esperei por você? Você crescer, você mudar, você mostrar algum remorso. Você tem de querer. Embora eu queira muito, mesmo eu querendo em dobro, não há como querer por você. Só quem enfrenta longas esperas sabe como é o inferno por dentro. Eu sempre falei, um dia alguém tinha de te dizer não. Eu queria que não fosse eu, porque aí eu poderia ficar numa boa e assistir você sofrer, nem que seja calado num canto, mas sofrendo, mostrando algum arrependimento ou qualquer traço humano. Quem sabe eu até enfiaria os dedos ainda com aneis no meio dos seus cabelos e diria que tudo ficaria bem. Agora é tarde, meu anel já se foi, nem os dedos ficaram.
Não sei o nome disso que estamos sentindo um pelo outro e também não me importa. Pode ser o ápice ou o precipício, e tudo bem. E também não sei se teremos habilidade para cultivar isso por três semanas ou por três décadas inteiras. Só sei que agora estou interessado em saber como será o próximo passo.
Você se foi há apenas 10 dias, mas já estou definhando. Eu sei que eu vou te ver de novo. Ou agora, ou em breve. Mas eu preciso que você saiba, que eu me importo. E eu sinto sua falta.
Ela contava o que queria fazer na vida - as suas esperanças e sonhos para o futuro - e ele ouvia atentamente, depois prometia que faria tudo aquilo torna-se realidade. E falava de um jeito que fazia com que ela acreditasse nele, e nesse instante ela sabia o quanto ele significava para ela.
O “quase” é uma coisa que machuca muito. Um quase amor, uma quase amizade, um quase sorriso, uma quase história. Uma série de coisas que “quase” deram certo, mas que somente deixaram uma lembrança fragmentada na memória.
Mas tudo bem, tô calmo e ponderado. Embora a vontade seja de agredir todo mundo, dizer meia dúzia de verdades e sair pisando duro. Não vou fazer nenhuma loucura.
Minha vida mudou muito nos últimos anos. Eu mudei muito nos últimos anos. Mudei sem oferecer a menor resistência. Mudei sem me surpreender com as mudanças. Elas simplesmente apareceram, aconteceram, me invadiram e se instalaram. Então, eu finalmente me senti em casa dentro de mim mesma. E hoje, mais do que nunca, sinto que não devo nada para ninguém. A gente demora demais para se livrar de pesos e culpas. Mas um dia, finalmente, a gente acorda. E descobre que tem uma vida inteirinha pela frente.
Sabe quando você quer chorar? Quer gritar, berrar, deitar na cama, ouvir músicas tristes e não sair de lá… Mas continua parado no mesmo lugar fingindo que tudo está bem?
Olha, eu sei que nossa relação não é das melhores, e que as nossas briguinhas sempre começam sem motivos, e terminam com milhares deles. Também sei que não tá fácil, mas pensa pelo lado positivo; tudo que é “certinho” demais, enjoa.